As
Personalidades
do 2º Milênio
Jean-François Champollion
Jimmy Carter
Jorge I, Rei da Grécia
Júlio César |
Muitas pessoas ajudaram a mudar
e a fazer este 2º Milênio. Algumas pelo bem, ou pelas suas obras, outros pelo mal, mas
todas formataram o Milênio. Aqui você poderá
encontrar dados biográficos sobre essas personalidades do Milênio, cujos nomes começam
com as letras:
H - I - J - K
Jean-François
Champollion (1790-1832)
O método pioneiro do orientalista Champollion foi fundamental para a atividade de outros
estudiosos das escritas antigas. Entre os resultados mais notáveis de sua aplicação
contam-se a leitura dos hieróglifos hititas, pelo tcheco Friedrich Hrozny, e o
deciframento da escrita micênica, pelo inglês Michael Ventris.
Jean-François Champollion nasceu em Figeac, França, em 23 de dezembro de 1790. Desde
cedo demonstrou excepcional aptidão para o estudo de línguas antigas e, aos 16 anos, já
dominava seis idiomas orientais, entre eles o árabe, o copta e o hebreu, além do grego e
do latim. Em Paris aprofundou os estudos da língua copta, convencido de que ela seria
fundamental para decifrar a escrita dos antigos egípcios.
Em 1808 começou a estudar a pedra de Rosetta, bloco de basalto negro encontrado em 1799
na cidade de mesmo nome, situada no delta do rio Nilo. Champollion, intuindo que os
hieróglifos inscritos na pedra podiam representar sons, comparou-os com palavras gregas e
descobriu, após anos de estudo, a estrutura ideográfica e fonética da escrita egípcia.
O resultado de seus trabalhos comprovou a eficácia do método da equivalência fonética
dos sinais e a necessidade de estabelecer a família lingüística a que pertence um
idioma em estudo.
Champollion comunicou suas descobertas à Academia de Inscrições e Belas-Artes de Paris
em 1822. O Collège de France criou, em 1831, a cadeira de egiptologia especialmente para
ele. Entre os trabalhos que escreveu sobre idiomas antigos e história do Egito,
destacam-se uma Gramática egípcia, publicada postumamente, e um Dicionário de egípcio,
inconcluso. Champollion morreu em Paris, em 4 de março de 1832.
Jimmy Carter (n. em 1924)
Político americano. Presidente dos EUA de 1977 a 1981,
obteve êxitos na política externa, como o acordo de paz entre Egito e Israel.
O 39o presidente dos Estados Unidos obteve na política externa, sobretudo nas
questões relativas aos direitos humanos e ao desarmamento, seus maiores êxitos, que
culminaram com a assinatura dos acordos de paz de Camp David entre Egito e Israel.
James Earl Carter, Jr. nasceu em 1o de outubro de 1924, em Plains, Geórgia. De uma rica
família de plantadores de amendoim, recebeu educação esmerada. Em 1946 formou-se pela
Academia Naval de Annapolis e permaneceu durante sete anos na Marinha, cinco dos quais no
programa de submarinos nucleares. Regressou à Geórgia em 1953, depois da morte do pai,
para dirigir os negócios da família. Pregador batista leigo, opôs-se à segregação
racial em seu estado. Elegeu-se senador estadual em 1962 e governador da Geórgia em 1971,
cargo que serviu de plataforma para que alcançasse a presidência dos Estados Unidos,
pelo Partido Democrata, vencendo o republicano Gerald Ford em 1976, com o senador Walter
Mondale como companheiro de chapa.
Centrando sua política externa na defesa internacional dos direitos humanos, Carter
procurou diminuir a tensão com a União Soviética, estabeleceu relações com a China e
promoveu a assinatura dos acordos de Camp David entre Israel e Egito. Firmou também com o
governo panamenho um acordo para a futura devolução da soberania do canal do Panamá a
esse país.
Seus esforços na política exterior foram frustrados pela crise de 1979 com o Irã,
quando militantes islâmicos, depois de derrubarem o xá, invadiram a embaixada americana.
O longo seqüestro do pessoal diplomático debilitou a imagem de Carter. A invasão do
Afeganistão pela União Soviética, no mesmo ano, interrompeu as boas relações entre as
duas superpotências. Em seu governo agravaram-se as condições internas: cresceram a
inflação, o desemprego e o déficit orçamentário. Candidato à reeleição em 1980,
foi derrotado por Ronald Reagan. Carter resumiu a experiência de seus anos na
presidência no livro Keeping Faith (1982; Mantendo a fé).
Jorge I, rei da Grécia (1845-1913)
Rei da Grécia de 1863 a 1913. Filho de Cristiano IX da
Dinamarca, foi proclamado rei após a deposição de Oto I em 1862. Notável sobretudo na
política externa, com a vitória sobre a Turquia em 1912, o que lhe permitiu anexar parte
da Macedônia e do Epiro, as ilhas orientais do mar Egeu e Creta.
Um outro fato importante no reinado de Jorge I, foi a abertura da I Olimpíada - os Jogos
da Era Moderna, proclamada por ele em 6 de abril de 1896
Júlio César (100-44 a.C.)
A passagem dos séculos não diminuiu a
grandeza associada ao nome de César, símbolo da glória, do poder e do prestígio da
Roma antiga. Na verdade, seu nome se tornou o título honorífico dos imperadores romanos
e mais tarde deu origem a outros como Kaiser, em alemão, e czar, nas línguas eslavas.
Caio Júlio César (Caius Julius Caesar) nasceu em 12 ou 13 de julho de 100 a.C. em Roma.
Desde criança teve educação esmerada e logo se tornou bom conhecedor do grego e da
gramática. Na época da guerra civil entre Caio Mário e Lúcio Cornélio Sila, César
casou-se com Cornélia, filha de um dos principais inimigos de Sila - que então exercia o
poder em Roma. Com essa união, César atraiu a inimizade do ditador, que pretendeu
obrigá-lo a repudiar a mulher. As constantes perseguições de que foi vítima o levaram
a afastar-se da cidade, dirigindo-se para a Ásia em 82 a.C.
Quando Sila morreu, em 78 a.C., César voltou à Itália, onde logo pôde demonstrar suas
qualidades. Entusiasmado admirador de seu tio, o cônsul Caio Mário - inimigo de Sila e
de origem plebéia -, César aprendeu com ele a conveniência de favorecer as classes
plebéias.
Roma era então dominada pelo partido dos aristocratas, mas César, consciente de que seu
futuro dependia do partido "popular", apoiou este último e se dedicou a atacar
os senadores que se haviam alinhado com Sila. O Senado e Pompeu se opuseram as suas
acusações, o que, ao lado de dívidas contraídas, foi a razão de sua partida para
Rodes, onde estudou oratória com o sábio Apolônio Molon.
Em 74 a.C., o rei de Ponto, Mitridates VI, empreendeu a luta contra os aliados de Roma, e
César aproveitou a ocasião para ganhar popularidade. Organizou um exército e, depois de
enfrentar Mitridates, foi nomeado tribuno militar.
Durante o consulado de Pompeu e Marco Licínio Crasso, César contribuiu para abolir a
constituição de Sila, em colaboração com Pompeu, que modificara suas posições depois
da morte do ditador. Em 69 a.C. foi eleito questor e teve de mudar-se para a província da
Hispânia Ulterior (posteriormente, Andaluzia e Portugal). Por essa época morreu sua
mulher e ele se casou novamente, desta vez com Pompéia, parente distante de Pompeu. Em 65
a.C. foi nomeado edil curul, magistratura que lhe permitiu ganhar ainda maior prestígio,
já que se empenhou no embelezamento da cidade de Roma.
Optimates e populares mantinham nesse período um confronto permanente e os nobres temiam
uma sublevação dos plebeus, cada vez mais empobrecidos. César participou de diferentes
conspirações políticas, como a organizada em favor da ditadura de Crasso ou a de
Catilina, mas não chegou a ser acusado de nenhuma.
Em 62 a.C. ganhou o cargo de pretor e, no ano seguinte, dirigiu-se à Hispânia Ulterior
como propretor, o que lhe permitiu organizar seu próprio exército. Em 60 a.C., voltou
para Roma e, um ano depois, alcançou o cargo de cônsul. Durante a época do triunvirato
que formou junto com Pompeu e Crasso, César promulgou leis agrárias em favor dos
soldados licenciados, exerceu forte controle sobre o Senado e realizou bom governo nas
províncias romanas.
Entre 58 e 54 a.C., Júlio César dedicou-se à pacificação da Gália Cisalpina, o que
lhe conferiu glória militar e maior poder, aumentando os efetivos de seu exército.
Submeteu celtas, helvécios, belgas e germanos, venceu os gauleses chefiados por
Vercingetórix e realizou, em 54 a.C. uma expedição à Britânia, futura Grã-Bretanha.
Em Roma, a situação política e social piorava consideravelmente. César foi ao encontro
de Pompeu, procônsul na Hispânia em 55 a.C., para consolidar o triunvirato. Depois da
morte de Crasso na Síria, em luta contra os partos, o único impedimento de César para
chegar ao poder máximo era o próprio Pompeu. Este se inclinou para a aristocracia,
enquanto César via diminuir seu prestígio em virtude do fracasso das campanhas na
Britânia.
Quando em 52 a.C. Pompeu foi nomeado cônsul, o Senado tentou reduzir o poder e a força
de César, mas este se mudou para a Gália Cisalpina a fim de estar mais perto de Roma. A
oligarquia romana instigou Pompeu a atacar César. No comando de suas tropas, em 49 a.C.
cruzou o rio Rubicão e dirigiu-se à capital, depois de pronunciar a famosa frase Alea
jacta est (A sorte está lançada). Ante a iminente guerra civil, Roma
tremeu.
Depois de cruéis combates, César dominou toda a península italiana e aniquilou as
forças hispânicas de Pompeu. Este fugiu para a Grécia, mas César o perseguiu e
derrotou em Farsala, em 48 a.C. Com as forças arrasadas, Pompeu refugiou-se em
território egípcio, onde foi assassinado.
As lutas pelo trono do fértil Egito e a insegurança que isso trazia ao poder de Roma
tornaram necessária a intervenção do próprio César, que instalou Cleópatra no trono
daquele país. Em 47 a.C., ele voltou à capital e aniquilou sem piedade os últimos
partidários de Pompeu.
Outorgou-se então o título de ditador e concentrou todo o poder possível em Roma se
tornando o chefe máximo do exército. Reformou as instituições, conferiu maior
celeridade à justiça, estimulou o crescimento econômico do estado, aperfeiçoou o
governo das províncias e promoveu a celebração de festas para alegrar o povo.
Além de notável estrategista e hábil político, César foi homem de grande cultura,
interessado pela lingüística e pela gramática, como atesta o tratado De analogia (Sobre
a analogia), de que restam fragmentos. Orador eloqüente, mostrou-se também polemista
vigoroso em Anticatones, orações contra Cícero.
Vítima de uma conspiração de que participaram alguns de seus antigos partidários, como
Marco Júnio Bruto e Caio Cássio, republicanos que faziam oposição ao poder
autocrático, César morreu assassinado no edifício do Senado, em torno de 15 de março
de 44 a.C.
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