Jogos Olímpicos

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Jogos Olímpicos Antigos

A História

Teodósio I encerrou os Jogos Antigos em 393 d.C.

Em 6 de abril de 1896, o rei Jorge I da Grécia selou o renascimento dos Jogos Olímpicos, sonho de Pierre de Coubertin, ao pronunciar no estádio de mármore do Pentélico, em Atenas, a fórmula que viria a se tornar ritual: "Proclamo abertos os Jogos da primeira olimpíada da era moderna."

Os Jogos Olímpicos são um conjunto de provas esportivas de caráter mundial que a cada quatro anos reúne milhares de representantes de quase todos os países. Por essa razão, constituem um dos mais importantes eventos do esporte internacional. A sede dos Jogos é escolhida entre as cidades que se candidatam junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

História

Há indícios da realização de competições esportivas, como os jogos pan-helênicos, 15 séculos antes da era cristã. Interrompidos por razões desconhecidas entre os séculos XV e IX a.C., os Jogos foram reiniciados em 884 a.C., quando o rei Ífito, da Élida, perguntou a Pítia, sacerdotisa que interpretava os oráculos de Delfos, o que fazer para pôr fim à peste que assolava o Peloponeso. A sacerdotisa sugeriu a restauração dos Jogos, para conter a fúria dos deuses, o que foi feito pelo monarca. Apesar disso, os Jogos Olímpicos só passaram a ser contados oficialmente a partir de 776 a.C.
Os gregos tinham pelos esportes um culto quase religioso e chegaram a marcar a passagem do tempo por olimpíadas, intervalos de quatro anos entre as competições.

De início, o programa dos Jogos se limitava a um dia e consistia apenas em uma corrida, na extensão permitida pelo estádio. Surgiram depois outras provas de corrida, o lançamento do dardo e do disco, a luta, o pugilismo, o salto, o pentatlo e outras provas, disputadas ao longo de quatro dias. As competições eram restritas aos gregos, mas ofereciam-se aos atletas das colônias gregas todas as facilidades para concorrer, como salvo-condutos para atravessar zonas de guerra.

As provas eram disputadas nas encostas do monte Kronion, área que por isso era considerada neutra e sobre a qual entrava em vigor, durante os Jogos, uma trégua sagrada. O prêmio ao vencedor, um ramo de oliveira, era a maior honraria a que um grego podia aspirar.

Após a dominação da Grécia e da Macedônia pelos romanos, no século II a.C., os Jogos entraram em decadência, pois os ocupantes não cultivavam os esportes como os gregos e preferiam os circos, onde os gladiadores travavam seus combates mortais na arena. No ano 393 da era cristã, as competições foram afinal extintas pelo imperador Teodósio I.

 

OS Jogos Olímpicos da Era Moderna

O Barão de Coubertin

Jogos de Inverno

Símbolos e Tradições

A Chama Olímpica

Quinze séculos após sua extinção, os Jogos foram restaurados graças ao empenho do educador francês Pierre de Fredi, barão de Coubertin. Certo de que a Grécia devia sua glória, em grande parte, à cultura física e à realização de competições esportivas, o barão iniciou uma campanha para convencer vários países a apoiarem a restauração dos Jogos. Convenceu-os de que só teriam a ganhar com a realização de competições internacionais em que se dessem iguais condições aos atletas amadores de todo o mundo. Dois anos após o barão de Coubertin lançar sua idéia num congresso em Paris e criar o COI (Comitê Olímpico Internacional), realizaram-se, em 1896, os primeiros Jogos da era moderna, com a participação de 285 atletas de 13 países.

Jogos de inverno

Inicialmente não se atribuía grande importância aos esportes de inverno no plano olímpico. Com o passar dos anos, porém, a projeção que os Jogos Olímpicos adquiriram obrigou ao desdobramento de sua programação. Assim, desde 1924, os esportes de inverno constituem olimpíada à parte. Realizada pela primeira vez na cidade alpina de Chamonix, França, a I Olimpíada de Inverno contou com a participação de quase 300 atletas de 16 países, que competiram nas modalidades de esqui, hóquei no gelo, patinação artística, bobsledding, patinação de velocidade e demonstrações de curling, tiro ao alvo e esqui militar.

Símbolos e tradições

A bandeira olímpica, com cinco anéis entrelaçados sobre fundo branco, foi idealizada em 1914 pelo barão de Coubertin, com a cor de cada uma das argolas representando um continente: azul, a Europa; amarelo, Ásia; preto, África; verde, Austrália; e vermelho, América. Só em 1920 a bandeira apareceu nos Jogos Olímpicos.

Inspiram-se os Jogos Olímpicos -- e todo o esporte amador -- numa frase que, atribuída ao barão, foi na verdade pronunciada originalmente, numa versão um pouco diferente, pelo bispo de Pensilvânia em sua homilia aos atletas nos Jogos de Londres (1908) e depois parafraseada por Coubertin no banquete oferecido pelo governo britânico:
"O essencial não é vencer, mas competir com lealdade, cavalheirismo e valor"

Outra tradição dos Jogos Olímpicos é o transporte da chama olímpica, que desde 1936, após ser acesa em Olímpia, na Grécia, é conduzida por atletas, em revezamento, até o local dos Jogos, depois de cruzar estradas, montes e mares. A chama só se apaga na solenidade de encerramento dos Jogos.

 

Organização

Os Problemas

 

Organização

A coordenação dos Jogos Olímpicos está a cargo do COI, que tem sede na cidade suíça de Lausanne. Ao COI filiam-se os comitês nacionais. O regulamento exige que todos os atletas sejam alojados num conjunto especial de residências, a vila olímpica.

As vitórias são exclusivamente individuais e o COI não reconhece a contagem de pontos como afirmação da superioridade de determinado país sobre os demais. Aos atletas vencedores, até o terceiro lugar, são concedidas medalhas de ouro, prata e bronze. São livres as inscrições para sediar os Jogos Olímpicos, e a cidade escolhida deve compor o hino da olimpíada, executado nas principais cerimônias. Na entrega das medalhas, executa-se o hino nacional do país em que nasceu o campeão.

Após a segunda guerra mundial, os Jogos Olímpicos enfrentaram vários problemas, entre os quais a polêmica em torno do conceito de amadorismo. O COI proíbe a participação de qualquer atleta que se beneficie do esporte. Entretanto, o fato de os países já iniciarem praticamente no fim de uma olimpíada a preparação para a seguinte provocou grande mudança naquele conceito.

As relações internacionais também perturbaram o evento. Em 1972, em Munique, a organização palestina Setembro Negro invadiu a vila olímpica e matou vários atletas israelenses. Quatro anos depois, o temor de ataques terroristas afastou grandes atletas das competições e prejudicou os Jogos de Montreal, no Canadá.

Em protesto contra a invasão do Afeganistão pelas tropas da então União Soviética, os Estados Unidos e diversos outros países do bloco ocidental boicotaram os Jogos de Moscou, em 1980. Os países socialistas, com exceção da China e Romênia, revidaram em 1984 e boicotaram o Jogos de Los Angeles. Em seguida, promoveram os Jogos da Amizade, realizados em Budapest, Havana, Moscou e Praga com a participação de 19 países do bloco socialista.

Desde sua restauração, os Jogos Olímpicos foram interrompidos apenas duas vezes, durante as duas guerras mundiais. O crescente número de atletas demonstra o prestígio dos Jogos, mas constitui, ao mesmo tempo, um de seus maiores problemas, uma vez que a organização das competições é cada vez mais complexa e exige investimentos sempre mais altos.


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Última atualização em: 23 Janeiro 2000