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Net Almanaque by Panizo Xenical é usado para o tratamento do diabetes tipo 2
 
Desde 2002 o Ministério da Saúde aprovou o uso do Xenical para auxiliar no tratamento do diabetes tipo 2.
Desde o 2º semestre de 2002 o Ministério da Saúde aprova o uso do Xenical, a pílula contra a 
obesidade, como auxiliar no tratamento do diabetes tipo 2. Foi a primeira vez que um remédio 
para emagrecer recebeu essa indicação. 

Há no mercado uma centena de drogas que sabotam a fome e aumentam a sensação de 
saciedade, mas todas interferem nos mecanismos cerebrais do paciente. Entre seus inúmeros 
efeitos colaterais, um representa grande ameaça aos diabéticos: a elevação da pressão arterial. 
Como o diabetes é uma doença que predispõe a problemas cardiovasculares, os perigos tornam-
se ainda maiores quando os doentes sofrem também de pressão alta. 

Fabricado a partir de uma substância chamada orlistat, o Xenical não oferece esse risco porque 
age diretamente no intestino, impedindo a absorção de 30% da gordura ingerida. 

O diabetes é uma doença que faz com que o pâncreas se torne incapaz de produzir o hormônio 
insulina na quantidade necessária para promover a absorção do açúcar pelas células. O primeiro 
resultado dessa disfunção é o aumento dos níveis de glicose no sangue. Deixado a seu próprio 
curso, o diabetes pode levar à cegueira, à impotência sexual, à necessidade de amputação das 
pernas e até à morte. 

Há duas formas da doença, o tipo 1 e o tipo 2. O último é o mais comum e o que se associa aos 
maus hábitos da vida moderna, como dietas ricas em gorduras, sedentarismo e obesidade. Dos 
mais de 8 milhões de brasileiros que sofrem de diabetes do tipo 2, 80% estão acima do peso. 
Para eles, emagrecer é imprescindível. 

Há vários estudos que comprovam a eficácia do uso do Xenical por diabéticos. Aliada a uma 
alimentação pouco calórica, a droga promove uma redução rápida de massa corporal. E o mais 
importante: com ela, os pacientes conseguem manter o novo peso. Depois de um ano, quem não 
toma Xenical tende a recuperar pelo menos a metade dos quilos perdidos. Quem usa o remédio 
mantém uma redução de 5%, em média, da massa corporal. 

"Pode parecer pouco, mas essa perda já é suficiente para trazer benefícios aos pacientes", diz o 
endocrinologista Simão Lottenberg, chefe da Liga de Diabetes do Hospital das Clínicas, de São 
Paulo. Ao manter o ponteiro da balança em patamares mais baixos, os pacientes registram uma 
queda nos níveis de açúcar no sangue e nas taxas de triglicérides e de colesterol, além de uma 
diminuição da pressão arterial. Com esses parâmetros sob controle, os diabéticos adquirem 
maior proteção contra duas das conseqüências mais nefastas da doença: os infartos e os 
derrames.


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