WebMaster:
Francisco Panizo
|
 |
ARTIGOS
Artigos recentes
 |
Xenical é usado para o tratamento do diabetes tipo 2 |
Desde 2002 o Ministério da Saúde aprovou o uso do Xenical para auxiliar no tratamento do
diabetes tipo 2. |
Desde o 2º semestre de 2002 o Ministério da Saúde aprova o uso do Xenical, a pílula contra a
obesidade, como auxiliar no tratamento do diabetes tipo 2. Foi a primeira vez que um remédio
para emagrecer recebeu essa indicação.
Há no mercado uma centena de drogas que sabotam a fome e aumentam a sensação de
saciedade, mas todas interferem nos mecanismos cerebrais do paciente. Entre seus inúmeros
efeitos colaterais, um representa grande ameaça aos diabéticos: a elevação da pressão arterial.
Como o diabetes é uma doença que predispõe a problemas cardiovasculares, os perigos tornam-
se ainda maiores quando os doentes sofrem também de pressão alta.
Fabricado a partir de uma substância chamada orlistat, o Xenical não oferece esse risco porque
age diretamente no intestino, impedindo a absorção de 30% da gordura ingerida.
O diabetes é uma doença que faz com que o pâncreas se torne incapaz de produzir o hormônio
insulina na quantidade necessária para promover a absorção do açúcar pelas células. O primeiro
resultado dessa disfunção é o aumento dos níveis de glicose no sangue. Deixado a seu próprio
curso, o diabetes pode levar à cegueira, à impotência sexual, à necessidade de amputação das
pernas e até à morte.
Há duas formas da doença, o tipo 1 e o tipo 2. O último é o mais comum e o que se associa aos
maus hábitos da vida moderna, como dietas ricas em gorduras, sedentarismo e obesidade. Dos
mais de 8 milhões de brasileiros que sofrem de diabetes do tipo 2, 80% estão acima do peso.
Para eles, emagrecer é imprescindível.
Há vários estudos que comprovam a eficácia do uso do Xenical por diabéticos. Aliada a uma
alimentação pouco calórica, a droga promove uma redução rápida de massa corporal. E o mais
importante: com ela, os pacientes conseguem manter o novo peso. Depois de um ano, quem não
toma Xenical tende a recuperar pelo menos a metade dos quilos perdidos. Quem usa o remédio
mantém uma redução de 5%, em média, da massa corporal.
"Pode parecer pouco, mas essa perda já é suficiente para trazer benefícios aos pacientes", diz o
endocrinologista Simão Lottenberg, chefe da Liga de Diabetes do Hospital das Clínicas, de São
Paulo. Ao manter o ponteiro da balança em patamares mais baixos, os pacientes registram uma
queda nos níveis de açúcar no sangue e nas taxas de triglicérides e de colesterol, além de uma
diminuição da pressão arterial. Com esses parâmetros sob controle, os diabéticos adquirem
maior proteção contra duas das conseqüências mais nefastas da doença: os infartos e os
derrames.
|