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Francisco Panizo
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Entenda o Índice UV |
A radiação ultravioleta provoca o obscurecimento do melanócito e isto é visível após alguns dias,
com o bronzeamento. Além disso, quando se expõe a pele ao sol, os chamados oxiradicais são
liberados e danificam o tecido cutâneo diretamente. |
Os raios ultravioleta (UV) que vêm do sol penetram na pele e são absorvidos pela epiderme, pela
derme e pelo tecido sub-cutâneo. Tanto quanto sob o sol ou sob as lâmpadas de bronzeamento
artificial, a superexposição aos raios ultravioleta tem efeitos nocivos para a nossa pele.
A pele contém um pigmento chamado melanócito, que contribue para a reprodução das células da
epiderme. A radiação ultravioleta provoca o obscurecimento do melanócito e isto é visível após
alguns dias, com o bronzeamento. Além disso, quando se expõe a pele ao sol, os chamados
oxiradicais são liberados e danificam o tecido cutâneo diretamente.
Com um exposição prolongada ao sol, grandes quantidades de oxiradicais são liberadas e esses
exaurem as nossas reservas de antioxidantes. A acumulação dos oxiradicais danifica as fibras da
pele, produzindo enrugamentos, ressecamento e, possivelmente, câncer. Certamente, o
melanoma é o câncer mais prejudicial à pele e é produzido pela transformação do melanócito.
Com o passar dos anos, nossa capacidade de produzir antioxidante diminui. Isto faz com que as
manifestações de caráter malígno da pele aparecam normalmente na idade adulta, em
conseqüência da pré-disposição e da superexposição aos raios solares. Isto significa que o dano
produzido por raios solares não deixa de existir, mesmo depois do desaparecimento de seus
efeitos mais evidentes (tais como as queimaduras), visto que esses efeitos são acumulados ano
após ano, progressivamente.
Nós podemos dizer que o câncer de pele é a manifestação extrema dos efeitos dos raios
ultravioleta. A Organização Mundial de Saúde estima que mais de 2 milhões de casos de câncer
da pele no mundo acontecem a cada ano, dos quais 200.000 correspondem à melanomas de
caráter malígno.
O câncer da pele e o envelhecimento prematuro da pele não são os únicos efeitos prejudiciais do
sol. A organização Mundial de Saúde calcula que a superexposição aos raios solares é
responsável por 20% dos 12 a 15 milhões de casos de catarata do mundo.
A exposição prolongada à radiação ultravioleta é associada com os casos de fotoqueratis e de
fotoconjutivite e, em algumas pessoas, com a degeneração da retina, como nos casos das
máculas oculares. O excesso de sol também debilita o sistema imunológico, possivelmente
aumentando o risco de contrair doenças infecciosas.
Como Interpretar o Índice UV Atual?
Foi desenvolveu um índice UV para lhe manter informado sobre os efeitos perigosos do Sol. Esse
índice lhe permite conhecer quando os raios solares são mais prejudiciais, para que você possa
tomar as medidas de precaução mais adequadas.
O cálculo do índice atual utiliza observações do estado do céu, compilados a cada hora pelas
distintas estações meteorológicas, incluindo dados de nebulosidade em todos os níveis.
A escala abaixo apresenta os valores do índice UV (0-10+) e o nível de risco correspondente. O
nível de risco tem a ver com a quantidade de radiação ultravioleta que chega à superfície da
Terra.
Essa radiação foi calculada matematicamente e dividida em seis níveis de risco, a saber: Mínimo,
Baixo, Moderado, Alto, Muito Alto, Extremo; de acordo com as recomendações dos
dermatologistas.
Índice = Nivel de Risco
0 = Mínimo
1 = Mínimo
2 = Mínimo
3 = Baixo
4 = Baixo
5 = Moderado
6 = Moderado
7 = Alto
8 = Alto
9 = Alto
10 = Muito Alto
10+ = Extremo
Os seguintes fatores foram considerados no desenvolvimento do índice: nebulosidade,
visibilidade, ozônio atmosférico, altura do sol sobre o horizonte, dia do ano, altura da estação
sobre o nível médio do mar e tempo presente.
O Índice foi testado usando-se dados de radiação UV medidos pela Agência de Proteção
Ambiental dos Estados Unidos (EPA). Os resultados são satisfatórios, mostrando uma excelente
concordância entre os valores calculados e os valores de radiação medidos pela EPA.
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