Site associado à
 
© 1999-2007
Todos os direitos reservados
Net Almanaque - Seu Almanaque Eletrônico
desde 12 de janeiro de 1999
7º ano do Net Almanaque na Web
Capa
Novidades
Ciências
História
Saúde
Notícias
O Milênio

WebMaster:
Francisco Panizo

 
ARTIGOS Artigos recentes
Net Almanaque by Panizo O Câncer sob controle II
 
Novas drogas mudam o perfil da doença, que pode passar rapidamente a ser crônica e administrável, como o diabetes ou a hipertensãosão hoje em dia.
Nesse campo, uma das grandes novidades apresentadas em New Orleans foi o conceito dois-em-
um: atacar o tumor por flancos diferentes. A droga experimental SU11248, da Pfizer, demonstrou 
ação contra o GIST quando o Glivec falha, além de funcionar em tumores renais avançados. Ela 
bloqueia os sinais bioquímicos no interior da célula maligna e, ao mesmo tempo, inibe a criação 
de vasos sanguíneos ao redor do tumor. Sem essa irrigação, o câncer morre de fome - é a 
chamada antiangiogênese.

Outra forma de produzir os ataques simultâneos é combinar dois remédios com funções 
diferentes. Um estudo comprovou que o Avastin (bevacizumab) funciona contra tumores renais 
quando combinado ao Tarceva (erlotinib), ainda em desenvolvimento. A dupla mostrou-se cinco 
vezes mais efetiva no combate ao câncer de rim do que o tratamento convencional.

Esses trabalhos demonstram que as drogas direcionadas a alvos específicos - menos tóxicas que 
a quimioterapia - aumentam a sobrevida nos cânceres raros e agressivos. Mas os estudos 
também dizem respeito a outras formas da doença. 'A descoberta pode contribuir para a 
melhoria do tratamento de tumores bem mais comuns, mas que utilizam os mesmos mecanismos 
para invadir os tecidos e criar metástases', afirma o cientista Roy S. Herbst, do M.D. Anderson 
Cancer Center, em Houston, Texas. 'Outra grande vantagem é que essas drogas são 
comprimidos fáceis de tolerar.'

A criação de mais armas contra os tumores tornou-se o principal foco de atenção da indústria 
farmacêutica. Existem hoje quase 400 drogas antitumorais sendo testadas. Contra as doenças 
cardiovasculares, a principal causa de morte em todo o mundo, são 120 drogas em teste. As 
companhias também investem em usos diferentes para os produtos recém-chegados ao mercado, 
como o Glivec, que vem sendo avaliado em cânceres de próstata, pulmão, mama e glioblastoma, 
um tumor cerebral agressivo e até hoje sem possibilidade de cura.

Para a gaúcha Virgínia Salvá, de 47 anos, participar desses estudos era a única chance de seguir 
em frente. Apesar da cirurgia que extirpou parte do tumor cerebral e das sessões de 
quimioterapia, a bancária aposentada perde habilidades dia após dia. Sofre lapsos de memória, 
caminha com dificuldade, enxerga cada vez menos. Há dois meses, começou a tomar o Glivec, 
que interrompeu o crescimento do tumor. 'Não pergunto qual é minha perspectiva de vida. 
Estatísticas não me interessam', diz Virgínia.

O conhecimento das bases moleculares do câncer antes da escolha do tratamento é fundamental. 
Em pouco tempo, essa investigação será rotina no consultório dos oncologistas, assim como toda 
conversa com o clínico-geral começa com um hemograma. Logo depois da biópsia, os genes do 
tumor serão avaliados para guiar o médico na escolha do tratamento. Em vez de eleger o 
remédio com base na localização do câncer ou de acordo com as características de agressividade 
verificadas sob o microscópio, o especialista indicará a droga especialmente projetada para 
embaralhar sinais vitais dentro das células cancerosas e impedir seu avanço.


Novos remédios funcionam como mísseis teleguiados e certeiros 

A escolha da melhor droga também será baseada em características genéticas do paciente que 
influenciam a resposta aos remédios e a capacidade de suportar efeitos colaterais. Ou seja: antes 
do início do tratamento, já se saberá se vale a pena enfrentar os efeitos tóxicos da quimioterapia 
ou gastar milhares de reais com as drogas novas. É a chamada farmacogenômica, uma área em 
ebulição que traz fôlego novo às pesquisas e comprova que a era do tratamento 
ultrapersonalizado já começou. O pesquisador Jeff A. Sloan, da Mayo Clinic, observou que 
mutações em dois genes relacionados à saúde celular predizem o nível de fadiga, diarréia e 
náuseas que os indivíduos vão sentir depois da quimioterapia.

continua...


| Artigos Recentes | Mais Artigos |
Busca:
| Novidades | Ciências | Sua Saúde | História | Notícias |